Olá, amigos do Blog.
Nós do grupo RIMEL e outros amigos participamos de uma formação continuada de professores cujo nome é “Escrita e Leitura em contexto digital. Já estamos terminando (ebaaaaa!) mas antes de terminar temos a tarefa de inventar várias histórias com frases previamente estabelecidas(Sequência de eventos retirada de LAGE, Nilson. Estrutura da notícia. São Paulo: Ática, 2006. p. 1-22). Cada grupo teve que compor estas histórias tendo em mente um determinado gênero. Nosso grupo ficou com o gênero interrogatório. Confiram abaixo toda nossa criatividade. (Modestas né....)
Quer saber mais de gênero do discurso? Acesse http://www.ufjf.br/revistagatilho/files/2009/12/RESENHA1.-Os-generos-do-discurso.pdf
Texto 1 – Interrogatório realizado por Renata
23º Distito Policial de São José do Rio Preto - SP
Interrogatório promovido no dia 29 de Outubro de 2012.
Interrogado: Renata Silveira do carmo Lisboa (testemunha)
Muito nervosa e incomodada com a situação, pois nunca estivera em uma delegacia, eu respondia aquele interrogatório, enquanto tentava me lembrar de detalhes e torcia para aquilo acabar o mais rápido possível.
-Conhecia a morta do apartamento 21?
-Já tinha visto no prédio, mas nunca conversei com ela.
-Eram vizinhas de apartamento certo?
-Sim.
-Há muito tempo?
- Não, ela havia mudado há um mês.
- Você a via muitas vezes?
-Quase todos os dias a noite quando chegava da faculdade
-Conversavam?
-Não, só nos cumprimentávamos.
-Sabe se recebia visitas?
- Sim, durante esse mês, percebi que um homem vinha todas as quartas feiras no período da manhã, Eu o via chegar quando saia para trabalhar.
-Você mora sozinha¿
-Sim. - Nesse momento senti uma desconfiança e imaginei se aquele delegado me via como uma suspeita.
- Você percebeu alguma coisa estranha ontem quando aconteceu o crime¿
- Não, como era domingo, costumo dormir a tarde, portanto, não ouvi ou percebi nada de diferente.
-Ouviu algum barulho antes disso?
-Sim, barulho de televisão.
- Como tomou conhecimento do crime?
-Acordei assustada ouvindo gritos por toda parte. Imediatamente abri a porta e me deparei com minha outra vizinha desesperada quando vi o o corpo no corredor.
- Esta outra vizinha, Sra Fernanda mora no mesmo andar?
-Sim, no final do corredor, no apartamento 23.
Nesse momento o delegado abre uma gaveta, retira de lá um pequeno saco de plástico transparente, coloca-o sobre a mesa e pergunta:
-Reconhece essa faca?
-Não, não reconheço.
-A propósito, você imagina o que aconteceu¿
- Quando vi o corpo caído no corredor, o apartamento dela estava aberto e cheio de sangue. Quem a matou, fez isso dentro do apartamento e fugiu. Ela tentou pedir ajuda, mas não conseguiu e caiu morta.
-Você acha que foi um assalto, ou um ataque¿
- Não, acho que era alguém que a conhecia e que tinha acesso ao apartamento, pois o portão só abre com o interfone.
- Você se lembra de algum detalhe que não lhe perguntei¿
- Não, como disse eu estava dormindo, só acordei com os gritos da minha outra vizinha.
-Muito bem, a senhora está dispensada por enquanto, qualquer coisa que se lembrar entre em contato conosco.
Neste momento o escrivão me deu o termo do interrogatório, pediu para que eu lesse e assinasse em seguida.
Saí cansada. Nos meus pensamentos pairavam dúvidas, desconfiança e medo.Muitas perguntas sem respostas. A minha esperança é que o delegado resolvesse o caso e encontrasse o assassino para que voltasse a minha vida normal.
Texto 2 – Interrogatório realizado por Iolanda
Delegado ao interrogado: “Qual o seu nome?”
Interrogado: “ Luis Silva”.
Delegado: “Onde esta domiciliado?”
Interrogado: ”Av. Rio Branco, 22 Bloco C apartamento 151 15 andar”.
Delegado: “ Vamos lá. Me Fala. O que aconteceu?”
Interrogado: “Acordei cedo, mais cedo do que eu geralmente acordo. Ai olhei no relógio e vi lá 04 da manha. Fui pro banheiro escovar os dentes, lavar o rosto dá um jeito no cabelo, quando escutei uns “barulho” e depois escutei tocar a campainha. Ai, ai né enxuguei o rosto com pressa. Sai, Sai de lá do banheiro, e fui até a porta de entrada, destranquei a fechadura e abri a porta. Quando olhei no chão, ali estava um homem caído,todo estirado no chão. Corri com os “olho”. Olhei “prum” lado olhei pro outro, olhei em torno e vi que não havia mais ninguém no corredor. Então, me “baixei” e toquei no homem, notei que ele estava todo duro, tava todo rígido e frio com certeza “num tava” mais vivo. Estava morto!
Delegado: “O que você fez ao constatar que ele estava morto?”
Interrogado: Procurei o telefone para ligar à central de polícia”.
Delegado: “Que horas aconteceu tudo isto ?”
Interrogado: “ Já devia se uma 5 horas, seu delegado”.
Delegado: “O homem chegou a falar alguma coisa ?”
Interrogado: “Não, ele já tava morto”.
Delegado: “Certamente você ouviu o tiro?”
Interrogado: “Não. Não ouvi nada”.
Delegado: “ Quem tocou a companhia, então?“
Interrogado: ” Num sei, não vi ninguém. Não ouvi nada, seu delegado”.
Delegado: “Tem certeza?”
Interrogado: “Sim”.
Delegado : “ Não temos mais pro momento mas só saia da cidade após nos comunicar. Tudo certo?“
Interrogado: Sim senhor.
Texto 3 – Interrogatório realizado por Maria
Delegado: Dr. Arnaldo Ribeiro Sampaio
Escrivão: Edson Lobão
Interrogado: Maria Josefa Dominguez Martins
Vítima: João Batista Oliveira
Proprietária da chácara: Ana Luiza do Prado Couto e Mello
Interrogatório ocorrido em 27 de outubro de 2012, no 14º Distrito Policial de Piracicaba.
Com o maior número de detalhes possível, relate o que ocorreu na manhã de sábado, precisamente hoje 27 de outubro. Lembre que toda e qualquer informação é de suma importância para o andamento das investigações.
Fiz como é meu costume todo sábado, saí de casa por volta das sete horas e fui em direção ao meu sítio que fica uns 20 quilômetros de minha casa. O dia estava ensolarado e queria chegar logo, pois precisava verificar a situação da casa. Quando ocorre chuva com muita ventania, uma das calhas entope, então a água da chuva entra na sala e corre pelo lustre fazendo o maior estrago. Inclusive foi a própria vítima que me ligou na sexta-feira, dia 16 por volta das vinte horas, me alertando que havia chovido e ventado bastante naquela tarde. Seu João já tinha me alertado sobre aquelas árvores encostadas no muro da casa do sítio que precisavam ser podadas, mas eu sempre acabava esquecendo de avisar meu marido de realizar a poda.
Relate agora o momento em que a senhora encontrou a vítima, o senhor João Batista Oliveira.
Cheguei ao sítio por volta das sete e trinta da manhã, acompanhada por meu marido. Parei o carro no portão, abri o cadeado e entrei na propriedade. Do portão que dá para a entrada são uns duzentos e cinquenta metros até a casa. Quando abri a porta da sala vi que tinha entrado um pouco de água, sorte que molhou só a mesinha de centro e o tapete, não chegou a molhar o sofá e a estante onde fica a televisão. Enquanto meu marido verificava mais alguns detalhes fui até a chácara do vizinho, pois a escadinha do sítio é pequena e eu sabia que o Seu João tinha uma escada bem mais alta e também porque geralmente sempre que chegava no sítio passava na chácara ao lado para tomar um cafezinho junto com meu marido, como ele estava ocupado fui na frente para me certificar que o Seu João estava com a escada e se podia emprestá-la. Pelo meu sítio andei uns duzentos metros e atravessei a cerca. Achei estranho o Bidu não vir ao meu encontro.
Quem é Bidu?
É o pastor alemão do Seu João. É um cachorro muito bravo para os desconhecidos, mas comigo ele sempre vinha abanando o rabo. Achei muito estranho aquele silêncio. Ao caminhar mais adiante não avistei o Bidu e nem o Seu João, pois a essa hora ele já teria tratado das galinhas e estaria cuidando do canteiro de Dona Ana, a proprietária da chácara. Vi a luz da sacada acesa, coisa que àquela hora já com o sol alto era muito estranho.
Ele era caseiro de Dona Ana há quanto tempo?
Acho que há mais ou menos uns oito anos, era uma ótima pessoa. A casinha dele era bastante simples, de quatro cômodos: quartinho, sala, cozinha e banheiro. Do lado de fora ele tinha um quartinho onde guardava ferramentas. Quando cheguei perto da casinha, confesso fiquei meio assustada, havia gotas de sangue no chão e a porta estava entreaberta.
Diante dos fatos, a senhora não ficou temerosa?
Na hora não me senti ameaçada, só passei a ficar receosa quando chamei por ele e não obtive resposta.
O que a senhora fez a seguir?
Chamei por ele e como não respondeu entrei pela porta da cozinha. Encontrei-o deitado de costas com os braços abertos e com os olhos arregalados. Nunca vou me esquecer daquela cena. Foi horrível doutor Sampaio. Tentei sentir sua respiração, mas o corpo dele já estava frio com uma pedra de gelo. Não sabia o que fazer, se ligava para Dona Ana ou para o resgate. Vi que ele possuía alguns arranhões e do lado esquerdo do pescoço uma marca de tiro. Diante disso, imediatamente peguei meu celular e acionei a polícia.
A senhora notou mais algum detalhe que tenha chamado sua atenção na cena do crime?
Os objetos da mesinha da sala estavam jogados no chão, o sofá arrastado e sangue por toda sala. Suponho que ele tenha lutado com o agressor antes de morrer.
A senhora saberia nos dizer se o Seu João tinha algum inimigo ou alguma desavença com alguém da redondeza?
Imagine, seu João era boa pessoa, sempre muito prestativo e pronto a auxiliar quem precisasse. Ajudou muitas vezes meu marido a limpar calhas, podar as árvores e qualquer servicinho que aparecesse estava sempre à disposição.
A senhora tem conhecimento se ele era solteiro?
Certa vez conversando com ele falou que tinha um filho, não sei dizer ao certo. Para dizer a verdade, ele nem tinha muita certeza se esse filho era dele, mas ele era um homem muito honesto e trabalhador.
A senhora ou seu marido possuem arma de fogo?
Não, não temos e nem sabemos atirar.
Tudo bem por enquanto, vamos continuar os procedimentos referentes à investigação, chamaremos também seu marido para depor e se tivermos mais algumas perguntas entraremos em contato com a senhora.
Encerrado o interrogatório, sem mais nada a declarar o escrivão encerrou os autos.
Texto 4 – Interrogatório realizado por Esla
Aos dias trinta e um do mês de outubro de dois mil e doze, às nove horas da manhã, realizou-se um interrogatório sobre um crime ocorrido no dia anterior, sendo a vítima o estudante James da silva. Os participantes foram:
_ O Sr. Delegado de polícia da 14ª DP Sr.José de Oliveira;
_ A escrivã, Maria Tavares;
_ Eslauka Pidorodeski, primeira testemunha;
_ Srª Julieta Campos da Silva, avó da vítima;
No dia trinta de outubro, às duas horas da tarde, recebi uma correspondência nada convencional, pois ainda estava atordoada com o ocorrido pela manhã. Quando abri o envelope, li e fiquei bem mais perdida ...,Por que fui fazer aquele atalho pela manhã, pela praça Roosvelt? Pensei comigo mesma..., mas não posso me esquivar da situação, preciso ajudar o que sei pelo menos. No próximo dia, todos reunidos na sala de nº 03, na !4 ª delegacia de polícia, sita na Rua Rego Freitas,nº80, na região central da cidade de São Paulo. Então o Sr.Delegado Sr. José iniciou os questionamentos:
_ O que a srª viu quando estava atravessando a praça Roosvelt ontem pela manhã?
_ Bom, querendo chegar logo na escola, passei pela praça,fazendo o atalho para chegar logo à escola. Vi uma pessoa deitada, mas quando me aproximei, me chamou a atenção, a vítima estava trajando uniforme da escola. Então, reconheci de que estava se tratando do aluno do 2° ano do curso médio James da Silva.
_ Por que nesse dia, a Srª.foi à escola bem mais cedo, que nos dia comuns?
_ Normalmente saio de casa às seis e trinta horas, mas ontem, saí às seis horas porque havia agendado um passeio cultural para uma turma do Ensino Médio, ao museu do banco do Brasil, para o primeiro horário. E para melhor organização saí mais cedo.
_ A Srª quando atravessava a praça, percebeu se havia alguém suspeito no local ou em torno da praça?
_ Na praça, não havia ninguém, mas na esquina havia um grupo de garotos discutindo sobre um celular.
_ Como era o comportamento de James na escola com outros estudantes, professores e funcionários?
_ Ele sempre foi um excelente aluno, tirava boas notas, estudioso e se relacionava cordialmente com todos, gostava de ajudar nos eventos escolares e era membro do grêmio da escola, possuía uma habilidade de liderança inteligente.
_ Então finalizaremos por enquanto, se for necessário, convocaremos novamente para outros depoimentos. E a escrivã concluiu a ata, pedindo que assinássemos. Fiquei aliviada, pois aquela imagem presenciada no dia anterior, não saia da minha cabeça, fique aliviada, mas satisfeita por ter colaborado. Só desejava que logo descobrissem e prendessem o assassino de James. Findada a ata, pela escrivã, assinamos e fomos embora.
Texto 5 – Interrogatório realizado por Luciana
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